Onde está a coerência de alguns que são contra a corrupção no município de Araioses-MA?

Após o Supremo Tribunal Federal (STF) ter negado o pedido de habeas corpus preventivo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tenho visto e lindo comentários nas redes sociais de alguns moradores do município de Araioses, defendendo o ex-presidente, mesmo ele já condenado em 2ª instância pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) a 12 anos e um mês de prisão em regime fechado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, no caso do tríplex do Guarujá (SP). 

Veja como somos volúveis. Digo isso porque as mesmas pessoas que defendem o ex-presidente nas redes sócias e principalmente em grupos no Whatsapp de Araioses são as que criticam e condenam, com razão, o atual prefeito de Araioses Cristino Gonçalves.

A minha pergunta é, se você é contra a corrupção porque crucificar o prefeito de Araioses Cristino Gonçalves e defender o ex-presidente da Republicar Luiz Inácio Lula da Silva? Onde está a coerência? Corrupto é corrupto em qualquer lugar.

(Quero deixar claro que não estou defendendo o prefeito de Araioses, mesmo porque sou um dos críticos do seu governo).

Respeito todas as opiniões contrárias as minha e não estou criticando ninguém. Só quero entender a diferença entre ser corrupto em Brasília e ser corrupto em Araioses ou em qualquer outra cidade.

Talvez a resposta para minha pergunta seja essa do Professor e Jurista Luiz Flávio Gomes que diz:  “Vários estudos afirmam que o político que rouba, mas é competente e faz coisas importantes para a população, tem longevidade garantida (tanto no Brasil como em vários outros países do mundo todo). Um exemplo paradigmático disso é Paulo Maluf (que possibilitou a ampliação do nosso léxico, dando ensejo a um novo verbo: malufar). Tais estudos indicam que os cidadãos que assimilam essa ideia (competência ligada à corrupção) reduzem, do ponto de vista psicológico, a tensão associada ao ato de votar em político corrupto. É mais frequente do que se possa imaginar o trade-off (jargão usado na economia para dizer que a escolha de uma opção se dá em detrimento de outra) entre a competência e a corrupção. Para quem tem plena consciência do voto, é deveras indigesto votar num conhecido pilhador do dinheiro público. Mas os eleitores fazem isso pensando nos benefícios que já conquistaram ou no que poderão alcançar, em razão da competência do corrupto.”

Lyra Sosa

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