Incoerência de políticos faz o povo desacreditar neles

Os políticos que exercem o chamado “mandato popular”, com muita poucas exceções, Desenvolvem uma prática que nada tem a ver com o mandato que lhe foi confiado. São políticos que durante os períodos eleitorais, em sua peregrinação pelo voto, Estão sempre a abraçar o Zé ninguém, a dirigir-lhe os tradicionais tapinhas nas costas, a oferecer-lhe carona em seus automóveis mesmo para os lugares que não fazem parte do seu percurso. E o período em que prometem mundos e fundos. Depois de eleitos, os seus compromissos são outros e com outros que não são os Seus eleitores.

Precisaríamos talvez fazer um livro para publicar os casos em que, por exemplo, um Parlamentar está sendo “um prego no sapato” na aprovação de uma determinada Matéria e logo se encontra um jeitinho: Basta oferecer-lhe uma boa viagem, com todas As mordomias que se pode imaginar, e o parlamentar estará deixando ser aprovado Um determinado projeto que foi por ele próprio muito criticado em inflamados discurso. Os casos dessa natureza são muitos, tanto a nível de Congresso Nacional e Câmara Dos Deputados como a nível das Assembleias Legislativas dos Estados e até mesmo Ao nível das Câmaras de Vereadores dos Municípios.

Para quem tem acesso aos meios de informações como o Diário Oficial do Estado E o Diário Oficial da União, é fácil verificar o quanto se utiliza dessa “jogada”. Se há um projeto que é contestado por um número suficiente de parlamentares Que seja capaz de impedir a aprovação, inventam-se viagens, cursos etc, a fim De afastá-los no momento da votação. E esses senadores, deputados e vereadores sabem bem disso, mas para eles, no momento, os interesses pessoais superam os Interesses sociais, ou seja, os interesses do município, do Estado ou da Nação.

Essa matéria já foi escrita há 36 anos, para ser mais preciso em outubro 1982, no Jornal o Grito da Terra, de Feira de Santana-Bahia, mas parece que foi ontem. Estamos pleno século XXI e nada mudou quando se trata de Políticos no Brasil.

Lyra Sosa

RUA INDIGNA E ESQUECIDA: abandonados pelo prefeito Cristino, moradores fazem eles próprios rua prometida à vários governos

Cristino que em quase dois anos de governo ainda não cumpriu uma promessa feita em campanha. Esqueceu de vez quando esteve em João Peres, pelas Ruas Cruzeiro e Travessa Cruzeiro, do povoado que possui o segundo maior colégio eleitoral do município, prometendo calçar ou piçarrar os citados logradouros.
Cansados de esperar, os próprios moradores se juntaram e com recursos próprios compraram três caçambadas de piçarra. Em mutirão espalharam e fizeram eles próprios com menos de quinhentos reais a tão aguardada rua.
E as ruas que antes eram somente de areia, dificultando o trânsito dos moradores com suas bicicletas, motos e até a entrada de carros para serviços essenciais como socorrer paciente em casos de doença, agora com a cobertura de piçarra deram mais dignidade aos moradores que sempre foram esquecidos pelo poder público.
Os moradores que ajudavam no mutirão, lembraram que Cristino não foi o primeiro prefeito a prometer calçar as ruas em torno do campo, Luciana e Valéria também prometeram e após os oito anos dos mandatos das ex-prefeitas, nada havia sido feito. 
Na campanha do atual prefeito, ele próprio caminhou pelas ruas e sentiu a dificuldade dos moradores, inclusive apelidou uma das ruas de “Rua Esquecida”, mas após quase dois anos de governo, Cristino repetiu o feito das antecessoras e simplesmente esqueceu do povo, que havia lhe confiado o voto na esperança que lembrasse de suas promessas.
Fernando Silva, que teve a iniciativa e incentivou os moradores em prol das ruas, falou sobre o projeto. “Como você pode ver, não custou muitos recursos e nem muito tempo, o que fizemos com menos de quinhentos reais e em apenas uma manhã, a prefeitura poderia fazer com menos, comprando em grande quantidade e em questão de horas, com suas maquinas, fazer muito mais. Mas falta vontade política e sensibilidade com as pessoas que mais precisam”. Fernando ainda lembrou que antes em caso de doença, o paciente tinha que ser carregado nos braços até chegar na parte calçada, porque a ambulância não entrava na rua por ser somente de areia.
“As crianças podem andar de bicicleta na porta de suas casas e quem tem sua moto, pode sair tranquilo para o seu trabalho, tudo isso feito com muito pouco dinheiro e a união de alguns moradores. Esperamos que isso sirva de lição para nosso prefeito, que está convidado para prestigiar nossa inauguração ainda com data não marcada”, concluiu Fernando acompanhado pelos amigos que reafirmaram suas palavras, Clodomiro Diniz e Michael.
Exemplos como esse dado pelos moradores de João Peres, vem se repetindo por todo o município, fruto do abandono do prefeito, que após sua eleição virou as costas para o povo e nossa cidade. Ruas sem iluminação, esburacadas e sujas, crianças sem merenda e escolas sem nenhuma condição de funcionamento, professores sem receber suas férias e operacionais e vigias com salários atrasados, postos de saúde e hospital sem remédio, estrutura e profissionais suficiente para atender a população. Assistência Social sem um programa relevante, enquanto famílias inteiras de araiosenses passam fome e caem no desespero das drogas.
Texto: Marcio Maranhão
Fonte: Blog Marcio Maranhão

O caráter jornalístico dos blogs da nossa Cidade!

Ano eleitoral é sempre a mesma coisa, independente da cidade. Centenas de candidatos, muitos concorrendo ao primeiro mandato e fazendo de tudo para ganhar os votos dos eleitores. Mentem, prometem pois o que interessa é o voto. Só nós da imprensa araiosenses podemos minorar os efeitos perniciosos de um espetáculo de promessas que certamente não se concretizarão em nossa Município.

Os blogs da nossa cidade deveriam ser ferramentas importantes para a transmissão da verdade mas pode ser transformado em instrumento de mistificação, usados por político corruptos e mentirosos.

Nós da imprensa, somos (ou deveríamos ser) o contraponto a essa tendência. Cabe-nos a missão de rasgar a embalagem e desnudar os candidatos. Que passaram anos usufruído do nosso voto e não fizeram nada pelo país e muito menos por Araioses. Só aparecem em nossa cidade em época de eleição porque querem o nosso voto.

Para finalizar, temos que ter consciência de que a política partidária não deve ser uma ponte para conseguir emprego e nem de interesses pessoais. Os políticos são representantes do povo e devem trabalhar em prol destes. Não podemos pactuar com a falta de bom senso e o despreparo evidente de muitos candidatos. Que prevaleça o bom senso.

Lyra Sosa